TEMPLATE ERROR Current Date: Tue Nov 24 21:08:54 BRT 2009 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 298 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementIFNotComparison Um abadá para cada dia



    
Patricia Rammos
Brasil



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    Um Abadá Pra Cada Dia II... Blog de Patrícia Rammos


    Ganhamos, ganhamos, ganhamos... !!!

    O filme É pra pirá-já, de Jorge Baía, o qual fiz parte do elenco, foi premiado no Festival 5 Minutos, que aconteceu de 16 a 21 de Novembro, aqui em Salvador. O curta levou os prêmios de Melhor Juri Popular e o 3º lugar pelo Juri Oficial. Êba !!! Sei que sou suspeita, mas o filme é muito bom !!! Fala de um assalto que acontece num ônibus, onde os ladrões resolver levar somente os pertences dos passageiros brancos. Há uma grande confusão e no final descobrem que a arma é de brinquedo. O que vai acontecer? Só vendo o vídeo. Fiquei bem orgulhosa !!! Agora é comemorar !!!
     
     
    Mudando um pouco de assunto, o que é o preço do protetor solar? Aff... No mínimo R$ 30,00 (trinta reais) pra o rosto. Como pode, gente, um frasquinho de 30g ser tão facada? Talvez pelo fato de AGORA ser moda (e tem que ser mesmo) se proteger do sol. Isso sempre foi falado por dermatogolistas e entendidos de pele, há "séculos", mas agora é SENTIDO na  pele. Tá de lascar, tá de doer...
     
    Quando eu criança ia pra Pituba, pra barraca de praia de Tia Jacira e não tinha nada disso. Eu quase não tomava conhecimento de protetor solar.  Eu não sabia nem o que era despelar. Ia pra lá, comia minha sardinha, minha farofa, minha pititinga, minha calabresa, um copo de tubaína, tomava banho de poça com meu pai, minha mãe, minha irmã e meus primos e ia pra casa. Agora? Vixe. Eu que não saia com o meu fator 30 no rosto, não.
     
    Adoro o sol (prefiro), ele está assim, suuuuuuuuper democrático. Sai jogando tinta e ardência em brancos, negros... na avenida toda.
     
    Não se cuide, não, fique aí, achando chique marca de biquini.
     Whatever...


    Escrito por Patrícia Rammos às 20h39
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    Sol encalistrando, "dança contemporânea"... tá puxado !!!

    Passei a tarde no meu quintal, ali no Porto da Barra. Pense num calor !!! Às vezes, dá vontade de sair nua, gritando pelo meio da rua. Você procura uma nuvem, uma brisa, um fiapo de sombra e cadê? Só sol, mar (delícia) e gente na rua. Porque todo mundo tem a mesma idéia. Encalistrou, todos se picam pra praia !!!

    Pior é comprar bebida na praia. Uma caipirosca é uma facada !!! Aí é só atravessar a rua e a mesma bebida sai pela metade do preço. Coco? Experimente vir a Salvador e comprar um coco. Se você tiver cara de nativo é R$ 1,00 (hum real), mas se tiver cara de turista... Hummmmmm... e gringo... Hummmmm R$ 3,4,5,6... E bote real nisso. É surreal. Adoro o Porto, mas não tenho paciência pra essas "ladroagens". O Porto, inclusive, só presta de segunda à sábado. Domingos é, digamos, pitoresco. Se você tem coragem, se jogue !!! Caso contrário, se pique pra Stella, Praia do Flamengo, Aleluia...

    Olhe, vou desabafar aqui uma coisa (mais uma). Meus amigos dançarinos que me desculpem, mas não tenho paciência pra dança contemporânea. Explico: Mais especificamente aquela  que a gente não entende nada e no final o coreógrafo tenta explicá-la dizendo, por exemplo, que é uma coreografia que faz crítica a alienação televisiva. "Aooonde?"  Humru Humru...  Não gosto não. Não gosto e não entendo. Sou uma ET mesmo. Gosto daquelas meninas com sapatilhas, dançando na ponta dos pés, dando piruetas, pliês... Esse negócio de entendimento subjetivo não pra mim não. É demais pro meu fígado.

    Uma observação: Depois que apresentei o Festival de Dança de Itacaré passei até a entender que algumas coisas são maluquices da cabeça de alguns coreógrafos (conheço alguns tranks, que compartilham até da minha opinião) e que existe muita coisa boa por aí, mas ainda sou pelo entendimento mais, ultra, mega, power... objetivo.

    Sei que muitos não vão entender porque esse desabafo agora. Mas deixe cá que eu sei, viu?

    E é isso. Vou ali ver minha Preta-mãe e já volto.

    Bombando no iPod Na Base do Beijo da maluca Sangalo.

    Whatever...

    Sábado à tarde...

    Meu Portinho da Barra



    Escrito por Patrícia Rammos às 18h40
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    Encontrei meu vizinho famoso!!!

    Estávamos eu e Joana Ramos voltando do Festival 5 Minutos (O filme É pra pirá-já que eu participei foi exibido ontem... Muito bom !!! E super ovacionado !!! Êeee !!!), quando esbarramos com Denny da Timbalada. Ele é meu vizinho. Acho que estava correndo na orla.  Confesso que senti um frio na barriga. É que a Timbalada trás axé, gente !!!

    Por um momento pensei: "Ô uma cachaça, Ô mais três amigas timbaleiras aqui comigo (o tal do inconsciente coletivo) e eu largava uma música toda na cara dele".

    Como bem disse, Marcos Barbosa, até um bombom de licor, já resolvia.

    Mas deixe estar. E o verão nem começou. "Toca, toca, timbaleiro !!!"

    Sigamos. Aff !!! EsportistaEntorpecido



    Escrito por Patrícia Rammos às 21h31
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    20 de novembro, ORGULHO DE QUÊ?


    Tenho orgulho do meu Zumbi e da minha Zumbira (meu pai e minha mãe), que permitiram que eu me tornasse a Patrícia que sou hoje.
     
    Tenho orgulho da profissão que escolhi, que é de lascar, mas que me permite ser feliz todos os dias da minha vida.
     
    Tenho orgulho dos amigos que conquistei, das viagens que fiz (até as viagens Barra-Cajazeiras-Barra-Cajazeiras).
     
    Tenho orgulho da família que tenho.
    Tenho orgulho dos santos que me protegem.
     
    Tenho orgulho da minha boca, dos meus dentes, dos meus cabelos, da cor da minha pele.
     
    Tenho orgulho de mim.
     
    Tenho orgulho do que sou.
     
    Vergonha? Tenho sim. Algumas.
    Há dois anos fui alvo de um segurança da farmácia Santana, que me abordou na rua, ordenou que eu abrisse minha bolsa, porque uma "dona" achava que eu tinha roubado algo. Dei queixa, abri um processo... E sabe em que pé está? Cri cri cri cri.
     
    Acha que eu desisti? Nãooooooooooooo. Acredito na justiça. Ainda. Mais do que qualquer dindim que eu possa ganhar, quero que as pessoas pensem trilhões de vezes antes de qualquer ato violento, qualquer ato de preconceito e de desrespeito.
     
    Assim como é crime matar alguém, é crime também matar a dignidade de alguém. Não sou besta. A vida não para, não vou pautar minha existência nesses atos de extrema ignorância, mas estou ligada no movimento. E não vou desistir.
     
    E nesse dia, tão importante para nós, dedico esse post aos meus amigos, pretos, brasileiros, guerreiros e afroASCENDENTES. Pessoas sem complexos, sem senzalas, sem pelourinhos... Minha Preta-mãe, minha Preta-irmã, Kátia, minhas primas Carla, Ana e Eugênia, Laís, Débora, Preta Capitã (Denice), Pier (Nagô), Preto Boliveira Fabrício), Indira, Igor (o mais preto de todos), Sérgio (Preto timbaleiro).
    PS: Pelo amor de Deus, Disney pra Taís Araújo. Helena só chora. E ela é boa atriz, sim, viu? A personagem que é chata.
    É isso.
    Preto Boliveira e Preta Santiago
     
     
    As Pretas com Preto Sérgio
     
            
    Preta mãe                                         Pretíssimas
    Mais Pretas


    Escrito por Patrícia Rammos às 21h16
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    Meu tio é um PQG (Pensa que é gatinho) e outras coisitas mais...

     
     
    Então...
     
    Desabafo 1 :
     
    Como bem disse a Preta-Capitã, o que não falta nessa vida é o famoso PQG (Pensa Que é Gatinho). Ui.
     
    Estava andando pela rua quando, de repente, ouvi um "psiu, psiu"... Mesmo irritada (meu nome não é "psiu"), olhei pra ver o que era. Vai que era um coco prestes a cair ou sei lá. E o "psiu" cínico não parava. Quando olhei, reconheci aquela fisionomia escondida em meio a cabelos brutalmente tratados com Wellaton 51 (aquele pretão). O "psiu, psiu" era do meu tio, um amigo do meu pai da época que serviam na Marinha.
     
    Se meu pai tivesse vivo hoje teria 82 anos, esse meu tio "gatão", mesmo que fosse mais novo do que ele, teria 79 anos, no mínimo. E esse "jovem senhor" de muuuuuuuuuuuuuitos anos estava no meio da rua dando "psiu, psiu" pras filhas dos outros. Digo no plural, porque eu, certamente, não era a única. Virei e disparei: "Bença tio !!! Como vai minha tia?". O discarado gaguejou, mandou lembranças pra minha mãe e foi embora. Ele é casado, deixa a maluca em casa e sai de wellaton 51 pra azarar as desavisadas.
     
    Mas se ele faz é porque acha, né? Ou pensa que acha. Se somos livres, então ele tem crédito pra fazer o que bem entender da vida. Não serei eu hipócrita.
     
    Como já falei milhares de vezes e já aceitei, sou o terror da ala geriátrica, por isso, não estranho esse assédio "asiloso". Já contei do dia em que dois velhinhos ficaram disputando quem dançaria comigo num forró? Surreal. Um me puxava de um lado, o outro de outro e minhas amigas rindo da minha cara. Eu só pensava: "Deus, me leve !!!" Ainda um me chamou de "piteu". Piteu?! Ô carma !!!
     
    Whatever...
     
     
     
    Desabafo 2:
     
    Algo que me revolta bastante é esse bando de "queima-índio" e "quebra-doméstica" que passa de carro pela Ladeira da Barra. Tenho mais medo deles do que dos trombadinhas. Até porque sou "amiga" de quase todos moradores de rua dessa região. Mas os "queima-índio"...  Ô raçaaaaaaaa Aff !!! Passam de carro bem perto de você, tentando intimidar, achando que podem tudo... Eu olho feio, chamo por Deus e ando mais rápido. Mas confesso que tenho medo, sim. Os trombadinhas nos abordam porque sentem fome (seja do que for) e esses nos abordam por maldade, porque não sabem lidar com suas frustrações e querem descontar nos outros. É bem difícil convencê-los de que o mundo é maior do que o umbigo deles. Aí falam que queimaram porque achavam que era mendigo e que bateram porque achavam que era prostituta.
     
    E o cu deles, hein? Quem toma providência?
     
    Mudando de assunto, engordei dois quilos. Não consegui vê-los, mas tudo bem.
     
    Enfim... Tô assim. No desabafo.
     
    Whatever...

    Bjocas,


    --
     Patrícia Rammos


    Escrito por Patrícia Rammos às 20h40
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    Preta (com Seu Jorge e Daniela Mercury)

    Composição: J. Velloso / Mariene de Castro / Adilson Barbado / Jair Carvalho / Jorge Portela / Seu Jorge / Gabriel Moura / Wallace Jeferson

    Eu sou preta
    Trago a luz que vem da noite
    Todos os meus santos
    Também podem lhe ajudar

    Basta olhar pra mim pra ver
    Por que é que a lua brilha
    Basta olhar pra mim pra ver
    Que eu sou preta da Bahia

    Eu tenho a vida no peito das cores vivas
    No meu sangue o dendê se misturou
    Tenho o fogo do suor dos andantes
    E a paciência do melhor caçador

    Eu sou preta
    Vou de encontro à alegria
    Minha fantasia é mostrar o que eu sou
    Vim de Pirajá cantando pra Oxalá
    Pra mostrar a cor do alá de Salvador

    Eu sou preta, mãe da noite, irmã do dia
    Sou do Cortejo Afro encantador
    Filho de Ilê Ayê, Ghandi Mestre Pastinha meu amor
    Vou misturar o que Deus não misturou

    Um abraço negro
    Um sorriso negro
    Traz. felicidade
    Negro sem emprego
    Fica sem sossego
    Negro é a raiz da liberdade

    Negro é uma cor de respeito
    Negro é inspiração
    Negro é silêncio, é luto
    Negro é a solidão

    Negro que já foi escravo
    Negro é a voz da verdade
    Negro é silêncio é a luta.
    Negro também é saudade

    Começou com a tal escravidão.
    Onde todo o sacrifício era nas costas do negão
    Hoje ta tudo mudado e o negro ta ligado.
    Atrás de um futuro melhor considerado.
    Respeito amor dignidade atitude.
    Trabalho dinheiro cidadania e saúde.
    E para o nosso país integração.
    E para o nosso povo paz e união.
    Preta.



    Escrito por Patrícia Rammos às 22h20
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    O que é?

    Que palhaçada é essa de expulsar a menina da Faculdade só por causa da roupa? A menina é brega? É. A roupa é ridícula? É. Mas daí a expulsá-la por conta do tamanho do microvestido, tenha santa paciência !!! Voltamos a pré história? Existe bom gosto, mau gosto... mas nada disso avalia a capacidade e o conhecimento de quem quer que seja. E a forma que fizeram isso foi, no mínimo, maldosa e covarde. Quem tem coragem de colocar seu filho naquele lugar? Isso sem falar que ela teve que ficar horas presa numa sala porque os ogros abutres e também estudantes de lá queriam agredi-la. O que é isso? Estamos em 2009 mesmo? Tenho minhas dúvidas e estou passada.

    O lado bom é que a menina vai poder colher alguns reais. Né? Claro que não será da melhor forma, mas qual é mesmo a melhor forma? Com certeza não é a que o diretor daquele estabelecimento escolheu para se manter.

    Hipocrisia. Fora hipocrisia. Se isso vira moda, as Universidades vão fechar. Porque eu não colocarei o meu filho lá.

    Menino, mudande de assunto, hoje fui correr na orla, de BIQUINI, às 15 horas, com o sol encalistrando. Corri, tomei banho de mar, tomei um acaí e... comprei um chocolate de R$ 5,00 (cinco reais). Uma facada !!! Na correria Na correria



    Escrito por Patrícia Rammos às 22h05
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    Deixem Madonna em paz !!!

    O que tem gente querendo saber o realmente Madonna veio fazer no Brasil, né? Eu mesma estou bem curiosa, mas isso não me indigna como tem feito com um batalhão de pessoas. Tem gente falando que ela deveria dar uma coletiva para dizer a que veio, que está pedindo dinheiro nosso... blá, blá...

    Será? Será que as pessoas querem mesmo saber o destino desse dinheiro ou só querem saber da vida dela? Será que elas querem dar conta do que farão com o dinheiro público ou querem fazer a matéria da próxima edição de Caras?  Bobo

    Eu só não curto quando param nossa vida por isso. Fechar rua por causa de Madonna? Nãooooooooooooo. Fechar restaurante por causa da maluca? Nãooooooooooooo. Mas promover a segurança dela? Lógico. O povo é doido. Vai saber o que vão aprontar !!! Tem cada louco !!! Mas acredito que, em breve, saberemos o que fez a diva do pop se despencar da casa da porra pra casa da outra porra. Aqui pra nós, até acredito que ela veio por uma causa nobre. Uma não. Duas. Pelas crianças e por Jesus. Ai, Jesus !!!

    É isso.



    Escrito por Patrícia Rammos às 21h49
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    É o que tenho pra hoje:

    •  Tá tendo mergulho no Mahi Mahi, no Sol Vitória Marina (Corredor da Vitória). O noturno é lascar, gente !!! Imagine mergulhar na Baía de Todos os Santos à noite !!! Muuuuuuuuuito bom !!! O tempo está bom, o calor está de lascar, o instrutor é massa...

     

    • Na quinta, teremos estréia da peça Sobre Flores no Asfalto Quente, com minhas amigas Mariana Moreno, Luciana Comin e Jussara Mathias, com a direção de Fábio Espírito Santo. Pela gangue, super acredito !!!

     

    • Depois do FIAC, vem aí o Festival Nacional de Teatro, da Cooperativa Baiana de Teatro. A Quatro Produções, empresa da qual amo e faço parte, está na Produção. Imperdível !!!
     
    Ê vontade de passar o reveillon em Fortaleza !!!  Quem sabe, né?
     

    E sigamos. Só no desabafo e super indicando.



    Escrito por Patrícia Rammos às 12h09
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    ADORO !!!

    A música Meu Santo é Forte da banda Samba das Moças é uma delícia !!! Pra vocês um pedaço !!!

    Meu Santo é forte/ Eu já rezei pro protetor/

    Há quem suporte a solidão de um desamor?

    De qualquer sorte se nada adiantar/

    Vou seguindo a minh vida/

    Deixo o samba me levar.

    Linda demais !!!



    Escrito por Patrícia Rammos às 12h08
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    Subitamente... aff!!!

    Menino,
     
    O fim de ano chegou. Aff... Estou assustada com o volume de coisas de Natal já espalhadas pelas ruas. Tudo muito rápido, né?
     
    Ontem foi o níver da Preta Santiago. Uma farra !!! Sempre muito bom reencontrar e rir com os amigos. Estavam muuuuuuuuitos lá: Eduardo Scaldaferri, Vitório Emanuel, Iguinho, Rick, Laís, Karol, Hélvia, Bia, Karla, Indira (só no desabafo), baby Pier, Geert (holandês-baiano e brown), João Figuer... Bombou !!! O 7 pra 40 da Preta bombou !!!
     
    Whatever...
     
    Voltando aos desabafos, como bem disse a sábia Ana Laura, no auge dos seus três anos de idade (acho que agora já tem seis), "eu vivi foi coisa nessa minha vida hoje". Que ano foi esse? Aff !!! Tantas maluquices... Medidas, desmedidas... que vieram, já foram e serviram de lição para as próximas experiências. Agora passou (êba!!!), já sei como é e está tudo certo. De certa forma foi até divertido, mas já era. Hora de colocar novos blocos na rua e outros abadás circularem.
     
    Numa de suas letras o Skank (adoro!!!) diz "quando eu estiver triste/simplesmente me abrace/quando eu estiver louco/subitamente se afaste/quando eu estiver fogo/suavemente se encaixe".  Ui.
     
    Segundo o mestre e "filósofo" Rick Fagundes a melhor fase da nossa vida é a do "meu amor sou eu", onde você até olha para os lados, mas sem urgência, sem desespero e, principalmente, sem se perder de si mesmo. O foco é você mesmo. E quando a gente está bem consigo, tudo flui. Né não? Até porque as maluquices são nossas. Portanto, só nós mesmos temos a capacidade de curá-las.  É difícil, e de lascar... mas passa !!! Êba !!!
     
    Fico por aqui.
     
    Aliás, pra rir um pouquinho, entre nesse link (surreal) de um apresentador que não consegue parar de rir de seu entrevistado num programa sobre erros médicos. De rachar o bico. http://www.youtube.com/watch?v=MWvQEmUCZoU
     
    No mais é isso. Com a creatinina bombando.
     
    Sigamos então. Acordando cedo, se jogando no boxe e citando os bons.
     
    Vou ali.
     
    As Pretas
    A gangue
    Preta Capitã e Preta 7 pra 40
    Preta "discarada"
    O nagô e os tios babões
    Trombadinha nagô


    Escrito por Patrícia Rammos às 08h19
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    "O sistema é bruto"

    Algumas coisas são por demais íntimas, outras acho (eu) deveriam ser expostas, sim. Não gratuitamente, mas porque alguns preconceitos precisam ser quebrados e resolvidos. E nós, seres humanos, temos muitos, apesar de sabermos que, muitas vezes, isso nos limita, emburrece e bestializa.
     
    Quando eu era criança, os mais velhos não permitiam que pronunciássemos a palavra "câncer", chamavam "aquela doença", sinônimo de desespero e morte. Hoje em dia a danada continua aí, insuportável, mas agora (também por conta da mídia), cada hora, a turma aumenta. É dengue, é gripe suína, é menigite... Mas o terror mesmo, o que a nossa geração ainda não consegue lidar é o fantasma chamado HIV, o tal vírus a imunodeficiência adquirada, que não é exatamente uma doença e sim uma deficiência, que a depender do organismo do indivíduo, permite que certas doenças se manisfestam, podendo, inclusive levar à morte.
     
    Bom, pra que quis dizer tudo isso? Para contar uma experiência que vivi durante alguns dias e que tenho certeza que muitos irão super se identificar. Dia desses resolvi fazer vários exames médicos. Fui ao clínico, ao dentista, dermatologista, ginecologista... Este último me passou uma bateria de exames, após o básico preventivo. Estranhei, porque nunca tinha sido pedido antes. Hipocondríaca, pensei: "Ichiii... Estou doente". Perguntei pra ele, que me disse que eram apenas exames de rotina. "Ok, ok. Rotina?! Tá bom" Na lista tinha exame para detectar silfilis, gonorréia, hpv, hiv... Êta lasqueira. Um filme passou em minha cabeça. Nunca tinha feito essas porcarias antes. Comecei a imaginar glânglios crescendo no meu pescoço, minha cara ficando pálida... "Estava doente, não era possível". Fui no google (Ô peste !!!), pesquisei sobre os exames solicitados e fiquei tensa. Aí pensei: "Ó, vou esquecer por enquanto, viu? Vou marcar minha porra e seguir, sem enlouquecer".

     

    Fui lá, fiz os tais exames, já pensando em rasgá-los antes de saber o resultado, imaginei minha reação quaisquer que fossem as respostas, como lidaria com as novidades, enfim... E no meio disso tudo, eu esquecia e ria. Não que minha vida sexual fosse uma maratona, mas qualquer vacilo é um vacilo. E todo mundo está cansado de saber que não existem mais grupos de risco e, sim, comportamentos de risco, que não tem a ver necessariamente com promiscuidade, com libertinagem... Tem a ver com um momento, com uma pessoa, que pode ser o nosso parceiro de sempre, um alicate de salão mal esterelizado, uma mordida (lembra do ladrão nos EUA que foi mordido pela vítima que tinha o vírus e foi infecitado?)... Isso está ali, aqui, onde menos esperamos. Quem vê cara... E isso NÃO é o fim do mundo. Né não? Whatever...
     
    Aíiiiiiiiiiiii ontem, terminado os outros exames, apanhei todos, não abri (foi um parto não fazer isso), precisava que um profissional fizesse tal coisa. Até dei uma olhada básica, colocando o papel na contra luz e vi algo tipo NEGATIVO. Pensei: "Hummmmm... Negativo o quê?" E se a pergunta fosse: Ela está bem? NEGATIVO. Nãoooooooooooooooooooooooo. Procurei me distrair até o chamado do doido que tem TOC (Lembra que falei sobre isso? Antes de cada paciente ele arruma a Sala de espera. Põe as revistas no lugar, joga copos no lixo... Maluco mesmo). Chegou minha vez. Aí tome a o dito olhar, analisar, anotar na ficha, fazer cara de "entendido", sacar da folha de receitas, fazer mais anotações, me entregar tudo e me desejar boa sorte. Passada (LÓGICO), perguntei: "Não tenho nada?".  E ele: "Não". Só vou passar esse remedinho aí, mas nada demais. Você aqui só no ano que vem. Ainda incrédula, mostrei outros exames (aqueles solicitados por um clínico geral). "Nem verme?". "Nem verme". Ok, ok. Saí dizendo "Graças a Deus !!!" por estar bem e por só vê-lo no ano que vem. Entrei no banheiro e gritei, gritei muito. De alívio. 

     

    Incrível essa linha que separa o positivo e o negativo, né? Fomos educados achando que negativo era algo ruim. Mas naquele caso, foi a luz, foi a glória, o passaporte para a liberdade. Fiquei feliz, sim. Estou toda organizada. Glicose bem, sangue, plaquetas... super bem cuidada. De bem com o meu fígado. Ontem mesmo, quando cheguei em casa, tomei uma dose de whisky em homenagem a minha creatina. Está tudo tranks. Só uns gases chatos, mas sigamos. No chá de erva doce. 
     

    Pois é, meus caros. A linha é tênue mesmo. E se a resposta que viesse não fosse a melhor, ainda assim teria que reagir. Com a coragem de quem está viva, de quem respira, de quem tem alegria, de quem só tem motivos pra sorrir, apesar de todas as dores. Viver é de lascar mesmo, mas a gente tem mais é que seguir... Hoje eu morri? Talvez. Mas renasci logo em seguida, hailander, hailander... E de com força.

     

    Para morrer hoje em dia basta estar vivo. A minha preocupação era com a AIDS, mas se fosse outra coisa? Temos tantos receios, tantos melindres em falar sobre isso que, muitas vezes, emburrecemos. Em pelo século XXI achamos, inclusive, que esse é o mal do século. O nosso maior problema é o preconceito e o medo de lidar com as nossas escolhas. Além do mais, somos derrubados até por mosquito, côco, alpiste na guela... Lá ele !!!
     
    E sigamos. Destemidos.


    Escrito por Patrícia Rammos às 13h26
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    Que finde bom foi esse?

    Primeiro, o FIAC (Festival Internacional de Artes Cênicas), que foi demais, uma canseira, trabalhando que nem louca, depois caindo na farra lá no Barril, na Vasco da Gama, caindo no trampo novamente... tudo perfeito, apesar da morte Neguinho do Samba. Não entendi até agora terem impedido uma peça e a festa de encerramento com a banda de Wagner Moura acontecerem no Pelô por conta disso. Era só fazermos um minuto de silêncio, os tambores rufarem e as bandas seguirem seu rumo e sua vida. O cara era um papa da música, logo música seria a melhor forma de homenageá-lo, mas vai entender, né?
     
    Whatever...
     
    But eu, a Preta Santiago, Vitória-Regis e Senna fomos à Borracharia e fizemos nossa "homenagem" pra ele. Silêncio? Oi? Depende de referencial. Ê noite boa danada !!! Para mim, com amigos, música, alegria, cachaça e Deus no coração a gente não precisa de mais nada. Né não? Estava sem tempo. Nem mostrei nossas fotos no shw de Márcia Castro, no Parque da Cidade, há algumas semanas. Um calor escaldante, mas foi bem divertido.
     
    E viva Neguinho do Samba e o seu Samba Reggae !!!
    Com Karol e Debs no show de Marcinha
    Pretas no Pos Tudo - Antes da Borracharia
     
    No domingo, fui pro Sauipe Folia ver minha Timba. Bom demaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais, apesar de tudo ser artificial. Me desculpem os frequentadores, mas odeio Sauipe. Gosto de mato, de mar, de areia... tudo de verdade. Lá... não né? As pessoas quietas, quase mortas... E segundo Sérgio, o que eu concordo, às vezes, o show parece cópia de DVD... Curto da mesma forma, mas me mandei com a galera. Paramos numa praia, na linha verde, atrás do som de um carro. Quase um show de raggae. Muuuuuuuuuuuuuuito divertido !!! Valeu pela turma (uma gangue), pela alegria, porque a gente se diverte sempre... e, principalmente, porque na minha cabeça, diversão é de dentro pra fora. O resto é Ibsen. Ui. (Quero as fotos, hein, gente? E é uma ameaça !!!)
     
    E viva a Timbalada e o seu Timbau !!!
     
    Na segunda, feriadão, estava enlouquecida, trancada no escritório da Quatro Produções com meus sócios, numa reunião eteeeeeeeeeeeeeeeerna. Saí de lá as 19 horas. Surreal. Muitas coisas a resolver, todas resolvidas. Trabalhamos e rimos muito também. Porque somos divertidos. Vem aí o Festival Nacional de Teatro. Uma loucura boa !!! Nada melhor do que comemorar o dia dos finados com vida, com trabalho, com os amigos. Dia produtivo da porra.
     
    E viva a Quatro Produções artísticas e sua "quadrilha" !!!
     
    Agora estou aqui, acabei de dar um mergulho no Porto, fazer algumas ligações, me matricular numa escola de boxe (TPM bombando)... estou feliz, graças a Deus !!!
     
    Fim do ano chegando, me livrando de coisas, assumindo outras... Produzindo, desproduzindo, "vivendo e aprendendo a jogar"... com alegria e leveza !!! O pior já passou !!! Êta ano bom da porra !!! Mas ainda não acabou, né? Vamos que vamos.
     
    Muitos abadás. E quem quiser que me siga.
     
     
    Beeeeeeeeeeeeeeeeeeijo.



    Escrito por Patrícia Rammos às 16h48
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    Manifesto II

    Entendo a importância de Neguinho do Samba para o Pelourinho, para a Bahia... mas acho um absurdo outras vidas terem que parar por conta disso. Hoje seria o encerramento do FIAC, com um espetáculo lindíssimo no Terreiro de Jesus e com o show da Banda Sua Mãe de Wagner Moura na Praça Pedro Arcanjo, mas o nosso Governador mandou cancelar todos os eventos que hoje aconteceriam no Pelourinho.

    Como assim mandar cancelar? A Bahia já tem fama de província, ainda acontece um troço desses? Por que não fazer uma homenagem pro cara? Um minuto de silêncio ou o Olodum descendo a Ladeira, tocando, fazendo um arrastão... Gente, o cara ficou famoso por nos trazer alegria e justamente agora, vamos lembrar dele dessa forma?

    O FIAC é um evento sério. O ator veio do exterior especialmente para apresentar o espetáculo dele pra nós, tinhamos tantas expectativas em relação ao show... E agora? A morte é difícil? É. Mas a vida continua. E se é para fazer uma homenagem, deveríamos fazer com o que ele deixou de melhor: música, cultura e alegria.

    Mas, infelizmente, a cultura que a Bahia teima em propagar é a cultura da moleza, da preguiça, falta do que fazer e do feriado por qualquer razão.

    Eu não concordo. Mas é isso.

    Valeu, Neguinho do Samba. E em sua homenagem estou indo à Borracharia com minhas amigas. Axé !!!

    Valeu, FIAC !!! Apesar da bobagem que fizeram hoje e da grande celebração que nos impediram de fazer, valeu demais !!!



    Escrito por Patrícia Rammos às 22h31
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    Manifesto I

    Quero prestar minha homenagem ao grande mestre Neguinho do Samba, responsável pela batida inesquecível e ímpar da banda Olodum. Ele, sem dúvida, foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso da música baiana no Brasil e no mundo.

    Valeu, Neguinho !!! Fique com Deus !!!



    Escrito por Patrícia Rammos às 22h10
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